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Petrobras pode adiar venda de ativos por conta da crise.


SÃO PAULO (Reuters) - A Petrobras poderá adiar a venda de participações que possui em empresas, movimento que faz parte do seu plano de desinvestimento de 13,6 bilhões de dólares, devido ao momento ruim do mercado de ações, afirmou o presidente da companhia, José Sergio Gabrielli, nesta segunda-feira.
Mas a companhia não prevê alterações devido à turbulência financeira global no montante total do seu plano de investimentos de 224,7 bilhões de dólares entre 2011 e 2015, anunciado no final de julho.
Gabrielli afirma que a estatal tem potencial de atrair recursos, mesmo nas atuais condições do mercado.
'Pode ser que tenhamos que modular no tempo de forma distinta ao que tínhamos pensado', admitiu o executivo sobre a venda de fatias que a petroleira possui em diversas empresas.
'É evidente, se você vai vender ações (das empresas) e o mercado de ações está desabando, talvez você tenha que esperar outro momento', afirmou Gabrielli a jornalistas, após participar de evento sobre a cadeia de fornecedores de petróleo e gás em São Paulo.
Segundo ele, essa seria a única das três partes do plano de desinvestimento que poderia sofrer alterações devido à crise.
Os outros dois pontos do programa são vendas de fatias em campos de petróleo e mudanças no sistema de financiamento de fornecedores, que deverão seguir sem alterações.
'Sobre farm-outs (vendas em campos de petróleo), nós não antevemos que vai faltar apetite por esses recursos', acrescentou.
A Petrobras lançou há poucos dias seu novo plano de negócios, após longa avaliação com membros do conselho de administração, presidido pelo ministro da fazenda, Guido Mantega.
O valor total do plano ficou praticamente inalterado ante o programa anterior e a empresa buscou priorizar o segmento de exploração e produção, visando acelerar a geração de caixa e valorizar suas ações.
Mas o recrudescimento da crise financeira global levou os papéis da companhia a caírem abaixo dos 20 reais nesta segunda-feira na Bovespa.
Apesar desta situação, Gabrielli negou qualquer possibilidade de reavaliação do pacote de investimentos planejado. 'Não há a menor possibilidade de rever o plano', afirmou.
O executivo também afirmou que não se cogita, na companhia, o lançamento de um programa de recompra de ações, apesar de considerar o momento vantajoso para esse tipo de operação.
Segundo Gabrielli, o melhor para a empresa no momento é investir em seus projetos.

Fonte: O globo.com

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