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Criação de vagas em 2011 não deve atingir meta de 3 milhões, diz Lupi.


‘Vai ficar um pouco menos’, afirmou ministro.
Lupi adiantou que Caged deve mostrar criação de 200 mil vagas em agosto.

Do G1, em São Paulo
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, participa de cerimônia pelo Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes de Trabalho e Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho (Foto: Elza Fiúza/ABr)O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, em
foto de arquivo (Foto: Elza Fiúza/ABr)
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou nesta sexta-feira (9) que os dados do Cadastro Geral de Emprego e Desemprego (Caged) de agosto devem mostrar a abertura de cerca de 200 mil postos de trabalho em agosto. Já a criação de empregos em 2011 deve ficar abaixo da meta de 3 milhões.
“A tendência é que esse ano não seja tão bom quanto a gente esperava. Vai ficar um pouco menos de 3 milhões”, afirmou ele.
De acordo com Lupi, o resultado esperado para agosto supera o de julho, que foi de 140 mil vagas, mas é inferior ao registrado em agosto do ano passado, que foi por volta de 250 mil. "Este resultado não é tão bom quanto o de 2010, mas no ano passado, não tínhamos este cenário de crise internacional", disse o ministro, ressaltando que, mesmo assim, considera os números de agosto bastante positivos.

O desempenho de agosto foi influenciado pela indústria alimentícia, construção civil, educação e comércio a contratar para o final do ano, além de outros segmentos de serviços. "O que menos está crescendo é a indústria", disse, culpando a concorrência com importados.
Ele acrescentou que o mês de setembro deve superar o de agosto em geração de emprego, puxado pela indústria alimentícia; produção agrícola no Nordeste, comércio e construção civil.
Fonte: Portal G1 Globo.

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Suposto ataque teria Nova York e Washington como alvos, disse diplomata.
Governo americano anunciou que está investigando as suspeitas.

Do G1, com agências internacionais
A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse nesta sexta-feira (9) que a rede terrorista da al-Qaeda está por trás dos relatos de uma possível ameaça "específica, crível, mas não confirmada" aos EUA, principalmente em Nova York e Washington.
A declaração foi feita em Washington.
A ameaça estaria ligada ao líder da al-Qaeda, Ayman al-Zawahri, afirmou uma autoridade americana à Reuters, sob anonimato. Al-al-Zawahri assumiu a liderança da rede terrorista após a morte de Bin Laden, em maio.
Mais cedo, o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, havia afirmado que não há indícios evidentes de uma ameaça em Nova York ou Washington por ocasião do aniversário dos atentados, mas confirmou que as autoridades investigam um eventual ataque com carro-bomba.
Policiais da divisão antiterrorismo de Nova York vistoriam carros nesta sexta-feira (9) (Foto: AP)Policiais da divisão antiterrorismo de Nova York vistoriam carros nesta sexta-feira (9) (Foto: AP)
"Não temos indícios evidentes, mas falamos do uso de um carro-bomba", disse Biden ao canal ABC.
"Fomos informados por uma fonte confiável de que existia um plano para fazer entrar nos Estados Unidos pessoas que executariam o plano, mas no momento não temos confirmação", completou.
"Recordem que encontramos documentos durante o ataque contra Osama bin Laden que indicavam que ele estava interessado em um ataque no dia 11 de setembro", destacou Biden.
Segundo vários meios de comunicação americanos, a ameaça teria como alvo Nova York ou Washington, duas cidades afetadas pelos ataque executados em 2001 pela rede terrorisrta da al-Qaeda, que deixaram quase 3.000 mortos.
A informação levou o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, a anunciar um reforço do número de policiais na cidade.
Fonte: g1.globo.com

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Afeganistão continua muito pobre dez anos após fim do regime Talibã


Cabul está caindo aos pedaços: tem cinco milhões de pessoas e uma estrutura para 500 mil. A maioria das estradas ainda é de terra, o que ajuda os terroristas.

Há dez anos, a atenção de todo o mundo se voltou para um país pobre da Ásia: o Afeganistão, onde o terrorista Osama Bin Laden se abrigava, com o apoio do governo. Na época, o país era comandado pelo grupo Talibã, que impunha uma ditadura político-religiosa. As leis eram frutos da interpretação rigorosa do livro sagrado dos muçulmanos.
Menos de um mês após os ataques de 11 de setembro, os Estados Unidos e outras potências ocidentais invadiram o país. Na quarta reportagem da série sobre os 10 anos dos atentados, os enviados especiais Marcos Uchôa e Edu Bernades mostram como está, hoje, o Afeganistão.
Cabul, a capital do Afeganistão, é completamente cercada de morros. São cheios de casas muito pobres de gente que veio para a cidade à procura de trabalho e também de segurança. Muitos são refugiados que viveram anos no Paquistão e no Irã. Tinham fugido de todas as guerras que o Afeganistão sofreu, mais ou menos sem parar, nos últimos 32 anos.
Cabul tem cinco milhões de pessoas, mas uma estrutura para 500 mil. Está caindo aos pedaços, e, nas últimas décadas, muita gente deu um empurrãozinho. Entre elas, as duas maiores superpotências do século XX.
Um afegão conhece bem essa historia. O homem ilustra bem o que aconteceu no Afeganistão: ele estudou em uma universidade em Moscou, da época em que os russos mandavam na cidade. Agora trabalha no Ministério da Defesa com os americanos, mas fala muito mais russo do que inglês.
É no centro da cidade que todos os afegãos se encontram. É uma multidão. Cruza-se com soldados e policiais, mas há muito tempo que os estrangeiros não botam mais os pés no lugar. No entanto, a gentileza é constante. Do famoso chá, de bom tom oferecer e claro aceitar, ao pai que mostra a pombinha que comprou para o filho.
Você compra telefone no meio da rua, troca dinheiro no meio da rua e vê uma variedade incrível de produtos. Cada homem é uma loja ambulante. Os talibãs proibiam praticamente tudo: música, televisão. Mas tinha uma coisa que eles adoravam: perfume.
Tudo é tão atrasado que o sorvete é misturado manualmente, em uma quase dança. No churrasquinho de lei de todo mercado, um vendedor mostra quem manda: o governo americano derrubou o Talibã do poder e hoje recebe uma homenagem indireta.
No Mercado Bush, em homenagem ao ex-presidente americano, várias mercadorias desviadas das bases militares. Os afegãos compram nele produtos de melhor qualidade. Tem até os pacotes de comida que os soldados americanos usam.
Para abrir uma lojinha, a preferência é para quem lutou contra o Talibã. Um homem já se aposentou, era um oficial. Diz que mesmo que as tropas americanas forem embora, ninguém vai aceitar mais o Talibã. Alguns americanos vão embora do mercado e esse ano começam, devagar, a retirar suas tropas.

Mas quase não se vê os americanos. Os aviões militares não param e eles praticamente só se deslocam pelo ar. A insegurança no Afeganistão empurrou todos estrangeiros para os aviões.
No interior, os soldados só andam em comboios, mantendo uma distância grande de um veículo para o outro, para evitar que uma explosão acerte mais de um carro.

O Afeganistão é muito pobre e tem poucas estradas. A maioria é de terra, o que é muito bom para o Talibã. Quando um estrangeiro passa, as pessoas veem e sabem que ele vai ter que voltar pelo mesmo caminho. Isso dá tempo para o Talibã cavar, preparar minas e explosivos. A grande maioria dos soldados americanos tem morrido assim, mesmo em carros blindados.

A província de Bamiyan, mais tranquila, é famosa pelos enormes budas explodidos pelo Talibã. Deixou um vazio no local e na cidade, que não recebe turistas há muito tempo.
Conversamos com um pastor que conta que, por causa da seca, vai ter que vender todo o rebanho dele em Cabul. Serão entre cinco e seis dias andando até a cidade. Ele ri e admite que está preocupado com a estrada, que ficou muito perigosa.
A falta d’água, algo tão básico, afeta todo mundo. O governo prometeu abrir mais poços, mas não fez nada ele diz. Com tanto dinheiro gasto para lutar contra o Talibã, falta para as obras mínimas de infraestrutura.
Pegar água no poço é uma ocupação diária e as crianças, desde muito pequenas, se ocupam disso. É trabalho, só vira diversão quando um estrangeiro estranho aparece para ajudar.
O Afeganistão, ao longo de séculos, já foi invadido muitas vezes. Entrar é fácil, ficar é difícil. É curioso que, no Afeganistão, tudo, de certa maneira, lembra guerra: as fortalezas, o brinquedo de criança com o formato de aviões bombardeiros. Isso em um país onde a média de expectativa de vida é de apenas 44 anos e meio, uma das mais baixas do mundo.
Para os mais velhos que já sofreram tanto, para os mais jovens que ainda vão sofrer, a história de guerras do Afeganistão é como um carrossel: roda, roda, e não sai do lugar.


Fonte: http://www.g1.globo.com/

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Nova York reforça segurança após ameaça de novo ataque terrorista.


Os Estados Unidos estão em alerta. Às vésperas do aniversário do 11 de setembro, ameaças de atentado voltam a assustar Nova York.

A ameaça é específica e merece crédito, mas ainda não está confirmada, disseram ontem as autoridades americanas. Cidades dos Estados Unidos poderiam ser o alvo de um novo ataque terrorista às vésperas do aniversário dos atentados do 11 de setembro.
Segundo os documentos encontrados na casa onde Osama bin Laden foi morto, atacar o país em uma data próxima sempre foi uma das aspirações dos terroristas da al-Qaeda. Por isso, na noite de quinta-feira (8), o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, anunciou medidas para reforçar ainda mais a segurança da cidade. Nas estações de metros, vão haver revistas de mochilas e pacotes suspeitos.
Também vai ser dada atenção extra a pontes, túneis e veículos parados em locais proibidos. O policiamento será ainda mais reforçado em locais movimentados, como Times Square. Foi lá que, em maio do ano passado, houve uma tentativa frustrada de atentado com um carro-bomba estacionado em uma esquina.
De acordo com fontes do governo ouvidas pela rede de TV americana CNN, três pessoas, incluindo um cidadão americano, estariam envolvidas em um plano para realizar um novo atentado usando explosivos dentro de caminhões, mas ainda não está claro como elas pretendiam agir. Essas informações não foram confirmadas e, segundo o prefeito de Nova York, são apenas especulações.
“Num momento como esse todo mundo quer especula. Nessa hora nós só podemos trabalhar com a cooperação do público. Os cidadãos devem ficar alertas, mas não há razão para mudar a rotina”, disse Michael Bloomberg.
O prefeito de Nova York garantiu que vai pegar o metrô nesta sexta-feira (9) e sentir tão seguro quanto em todos os outros dias.

Fontehttp://www.g1.globo.com/

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Dólar tem sétima alta seguida e fecha no maior patamar desde março.


Moeda norte-americana avançou 1,04%, a R$ 1,6772 na venda.
No mês, valorização chega a 5,32%.

Do G1, com informações da Reuters
O dólar completou o sétimo pregão seguido de alta nesta sexta-feira (9) e anulou as perdas ao longo do ano. O medo de um calote na Grécia e a saída surpreendente de um diretor do Banco Central Europeu (BCE) intensificaram a busca por proteção nesta sexta.
Ao longo desta semana, o dólar acumula alta de 2,49%; no mês, a valorização chega a 5,32%. No ano, a divisa, que chegou a ter desvalorização de mais de 7% em julho, agora sobe 0,67%.
A moeda norte-americana subiu 1,04%, a R$ 1,6772 na venda. Este é o maior patamar de fechamento desde o dia 17 de março, quando a moeda fechou cotada a R$ 1,6860.
Cenário externoA renúncia de Juergen Stark do conselho executivo do BCE demonstrou aos investidores a divisão dentro do banco sobre o programa de compra de bônus, que tem mantido países como Itália e Espanha capazes de se financiar no mercado ao manter em níveis mais baixos os juros de captação.
Também circularam rumores no mercado global sobre a crítica situação da Grécia, que já recebeu dois pacotes de ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia, mas não tem conseguido cumprir as metas de controle orçamentário.
"O dólar está ajustando a (o que acontece) lá fora", disse o operador da corretora Renascença, José Carlos Amado.
Se a situação piorar no exterior, o dólar pode alcançar o patamar de R$ 1,70, disse Amado, o que pode até prejudicar o fluxo de dólares ao país, até agora positivo. "O próprio exportador pode ter a percepção de que (o dólar) pode ir para um patamar maior em função do cenário ruim lá fora."
A taxa Ptax , calculada pelo Banco Central (BC) e usada como referência para os ajustes de contratos futuros e outros derivativos de câmbio, fechou a R$ 1,6774 para venda, em alta de 1,26%.
Nesta sexta-feira, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista, com taxa de corte de R$ 1,6803.
Fonte: G1 Globo.

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