Ministro da Educação participou de ato com o governador Agnelo Queiroz.
Haddad anda de bicicleta em Brasília para lançar programa do ministério.
Governo anuncia R$ 400 milhões para assentar 20 mil famílias sem-terra.
Após encontro com MST, ministro diz que reforma agrária será prioridade.
Proposta que refinancia dívidas ainda gera impasse nas negociações.
Do G1, em Brasília
Gilberto Carvalho, e um dos líderes do MST, em
Brasília. (Foto: Livia Fonseca/G1)
Após uma série de protestos realizados em todo o país ao longo desta semana, e de dois encontros com ministros da presidente Dilma Rousseff, o governo anunciou nesta sexta-feira (26) que irá liberar R$ 400 milhões para obtenção de terras que irão assentar emergencialmente 20 mil famílias acampadas no país.
O pleito fazia parte da pauta de reivindicações encaminhadas ao governo pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e demais movimentos sociais que compõem a Via Campesina. Segundo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, a quantia deve ser liberada ainda neste ano.
Em entrevista realizada na noite desta sexta-feira (26), em Brasília, Carvalho afirmou que está marcada para 21 de setembro, no Palácio do Planalto, uma nova reunião, em que serão acertados os termos para a execução dos R$ 400 milhões.
Segundo ele, paralelamente, o governo irá apresentar uma proposta de refinanciamento das dívidas dos pequenos agricultores. Trabalhadores rurais com dívidas de até R$ 20 mil poderão renegociar por até sete anos, com juros de 2% ao ano, o que devem, disse.
O impasse entre governo e sem-terra permanece, no entanto. Para liberação do refinanciamento da dívida, a União exige o pagamento inicial de 10% do valor do débito, o que não é aceito pelos agricultores.
"Nós abrimos as portas para um diálogo que é tenso. As demandas dos movimentos são muitas e são amplas, e nós procuramos, na medida do possível, atender a essas demandas. Nós chegamos no limite das nossas possibilidades. Esperamos que tenhamos atendido às principais reivindicações", disse o ministro.
De acordo com o ministro, mais investimentos serão previstos no orçamento para 2012.
Segundo o representante do MST e da Via Campesina, José Valdir Misnerovicz, a proposta apresentada pelo governo é "satisfatória", embora não seja suficiente. As negociações continuarão até que governo e entidades cheguem a um consenso, disse.
As entidades suspenderam a ocupação do estacionamento do ginásio Nilson Nelson, em Brasília.
As entidades suspenderam a ocupação do estacionamento do ginásio Nilson Nelson, em Brasília.
Países dividem tarefas para reduzir emissão de gases na atmosfera.
Brasil, Índia, China e África do Sul participaram de reunião em Minas Gerais.
Ministros ressaltaram a importância do Protocolo de Kyoto.
Pedro TriginelliDo G1 MG
Os quatro países que participaram da Reunião Ministerial de Coordenação entre Brasil, África do Sul, Índia e China (Basic) dividiram tarefas para atingir números desejados na redução de emissões de gases na atmosfera. A decisão foi tomada neste sábado (27), durante a reunião, que foi realizada em Inhotim, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
O objetivo é chegar com resultados e propostas convincentes para a 17ª Conferência das Partes da UNFCCC (Cop-17), que acontece em Durban, na África do Sul, entre os dias 28 de novembro e 9 de dezembro. Na reunião, ficou definido que o Brasil vai cuidar do esforço internacional para a mudança do clima; a China vai desenvolver subsídios para a contabilização de esforços para a redução dos gases; a Índia vai ficar por conta das estratégias para aumentar a redução dos gases; e a África do Sul vai cuidar dos aportes financeiros dos países desenvolvidos.
O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Antonio Patriota, disse que o grupo de países do Basic adquiriu uma voz respeitosa frente às outras nações. “É importante a confiança mútua, a afinidade e a amizade deste grupo para tomar as decisões”, disse.
A ministra do Meio Ambiente do Brasil, Izabella Teixeira, afirmou que a reunião no ponto de vista político foi bem sucedida. “Temos a construção de posições políticas em comum. Esses países vão ter grande responsabilidade nos próximos meses até Durban”, afirmou.
O vice-presidente da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, Xie Zhenhua, disse que a crise financeira em alguns países vai interferir na reunião em Durban, mas isso não pode deixar de lado os objetivos da redução da emissão de gases . “Todos os países têm problemas e sempre tiveram. Mas a emissão de gases é um problema do planeta”, falou.
Na reunião também foi discutida a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, o Rio+20. Sobre o encontro, os ministros afirmaram que os países do Basic vão ter um papel importante na busca do compromisso em avançar em soluções multilaterais para os problemas globais. O Rio+20 será em maio e junho de 2012, e tem o objetivo de discutir a inclusão social, a preservação do meio ambiente e o crescimento econômico.
Fonte: Portal Globo G1.
Dilma defende 'democratização do crédito' para 'ascensão' do brasileiro.
Ela participou de cerimônia de ampliação de programa de microcrédito.
Principal objetivo do programa é dar orientação aos micro empresários.
Nathalia PassarinhoDo G1, em Brasília
lança o Programa Nacional de Microcrédito, em
Brasília (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
A presidente Dilma Rousseff defendeu nesta quarta-feira (24), durante evento no Planalto, a “democratização do crédito” para possibilitar a "ascensão social" do brasileiro mais pobre. Ela participou de cerimônia de ampliação do Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado, que agora terá o nome de “Crescer”, e anunciou a redução da taxa de juros do programa, que cairá de até 60% ao ano para 8% ao ano.
“Com esse projeto que estamos lançando hoje, nós estamos criando um grande incentivo à democratização do crédito”, disse.
Dilma afirmou que um dos principais objetivos do programa é dar orientação aos micro empresários para que saibam investir bem o dinheiro emprestado.
“Mais crédito com menor taxa de juros só não resolveria o problema. O crédito orientado é fundamental. Queremos menos imposto, mais crédito com menor juros e mais assistência técnica”, disse.
A presidente destacou que a população pobre é “honesta” e que, portanto, os bancos podem oferecer mais crédito aos pequenos empreendedores sem deixar de ter lucratividade.Segundo Dilma, o governo está “mobilizado” para possibilitar a ascensão social dos brasileiros mais pobres.
“Vamos mobilizar esse potencial transformador do crédito. Queremos gerar oportunidades de ascensão social e tenho certeza que o microcrédito funciona como fator de ascensão social e por isso tenho certeza de que os bancos públicos darão o melhor de se para que o Crescer ultrapasse as metas apresentadas hoje”, disse.
O programa
Para possibilitar uma taxa de 8% ao ano, o Tesouro Nacional irá equalizar os juros (pagar a diferença entre os juros de mercado e as taxas cobradas do tomador do microcrédito), destinando R$ 500 milhões por ano para estas operações de equalização.
Para possibilitar uma taxa de 8% ao ano, o Tesouro Nacional irá equalizar os juros (pagar a diferença entre os juros de mercado e as taxas cobradas do tomador do microcrédito), destinando R$ 500 milhões por ano para estas operações de equalização.
Ao mesmo tempo, a taxa de abertura do crédito (TAC) passará de 3% do valor financiado para 1% do valor do crédito, informou o governo. Também serão dispensadas as garantias nestas operações, acrescentou o ministro Guido Mantega.
Crise
A presidente também comentou rapidamente, depois do discurso de lançamento do programa, sobre a crise financeira internacional. Ela afirmou não esperar que a turbulência econômica atual resulte em “catástrofes” como a quebra de grandes bancos, o que ocorreu na crise econômica de 2008.
A presidente também comentou rapidamente, depois do discurso de lançamento do programa, sobre a crise financeira internacional. Ela afirmou não esperar que a turbulência econômica atual resulte em “catástrofes” como a quebra de grandes bancos, o que ocorreu na crise econômica de 2008.
“Você não espera catástrofes do porte daquela do Lehman Brothers [banco norte-americano que quebrou], a não ser que, infelizmente, um banco quebre, o que eu não acredito que deixarão isso ocorrer”, disse.
Segundo Dilma, a crise terá “altos e baixos”. “Acho que a crise vai ser isso que estamos vendo: um dia está pior, outro dia está melhor”, disse.
Fonte: Globo G1.
Dilma diz que 'faxina' em ministérios não é 'meta de governo'.
Presidente voltou a dizer que a 'faxina' do governo é contra a pobreza.
Segundo ela, não se demite todos os dias. 'Isso não é Roma Antiga.'
Nathalia PassarinhoDo G1, em Brasília
do Programa Nacional de Microcrédito, em Brasília
(Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (24), após cerimônia no Palácio do Planalto, que fazer “faxina” em ministérios envolvidos em denúncias de corrupção não é “meta” do atual governo.
“Acho que combate-se o malfeito. Não se faz disso meta de governo. Faxina no meu governo é faxina contra a pobreza. É isso que é a faxina. O resto são ossos do ofício da Presidência. Se houver algum malfeito, eu tomarei providências”, afirmou.
Questionada se poderia demitir ministros nas próximas semanas, a presidente afirmou: “Não é adequada essa pauta de demissões. Não se demite nem se faz escala de demissão nem sequer demissão todos os dias. Isso não é Roma Antiga”, declarou – na Roma Antiga, segundo relatos históricos, cristãos eram lançados aos leões em espetáculos para romanos no anfiteatro Coliseu.
Dilma disse considerar “inadequado” usar o termo “faxina” para classificar as demissões de ministros no atual governo.
“Eu não sei de onde saem as informações de vocês, mas tanto a forma como colocam a política do meu governo contra malfeitos, chamando-a de faxina, eu não concordo com isso”, disse.
Desde o início do mandato de Dilma, em janeiro, quatro ministros deixaram o governo: Antonio Palocci, da Casa Civil; Alfredo Nascimento, do Ministério dos Transportes;Nelson Jobim, do Ministério da Defesa; e Wagner Rossi, do Ministério da Agricultura. Os últimos três pediram demissão após denúncias de corrupção nos ministérios.
A presidente também fez uma defesa enfática do respeito à “presunção de inocência” e disse que já passou pela experiência de ser acusada antecipadamente.
“É importantíssimo respeitar a dignidade das pessoas, não submetê-las a condições ultrajantes. E eu sei disso porque já passei por isso”, disse.
Segundo Dilma, o maior objetivo do atual governo é fazer o país crescer. “O centro do meu governo é fazer o país crescer, combater a pobreza. O resto é tomar providência contra malfeito, é obrigação como presidenta.”
Segundo Dilma, o maior objetivo do atual governo é fazer o país crescer. “O centro do meu governo é fazer o país crescer, combater a pobreza. O resto é tomar providência contra malfeito, é obrigação como presidenta.”
Crise
A presidente também comentou rapidamente sobre a crise financeira internacional. Ela afirmou não esperar que a turbulência econômica atual resulte em “catástrofes” como a quebra de grandes bancos, o que ocorreu na crise econômica de 2008.
A presidente também comentou rapidamente sobre a crise financeira internacional. Ela afirmou não esperar que a turbulência econômica atual resulte em “catástrofes” como a quebra de grandes bancos, o que ocorreu na crise econômica de 2008.
“Você não espera catástrofes do porte daquela do Lehman Brothers [banco norte-americano que quebrou], a não ser que, infelizmente, um banco quebre, o que eu não acredito que deixarão isso ocorrer”, disse.
Segundo Dilma, a crise terá “altos e baixos”. “Acho que a crise vai ser isso que estamos vendo: um dia está pior, outro dia está melhor”, disse.
Fonte: PORTAL G1 Globo.






