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Passagens aéreas no Brasil têm menor preço desde 2002, diz Anac.


Valores são das passagens vendidas de julho de 2010 a junho de 2011.
Em junho de 2011, preço de 1 km de voo caiu 15% sobre junho de 2010.

Do G1, em São Paulo
O preço das passagens aéreas vendidas no Brasil de julho de 2010 a junho de 2011 são os mais baixos da série histórica, iniciada em 2002, quando comparados aos mesmos meses dos anos anteriores, divulgou nesta sexta-feira (9) a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), por meio do relatório Yield Tarifa Aérea Doméstico.
De acordo com a Anac, há 12 meses seguidos os valores que o passageiro paga para voar 1 km em território nacional batem recordes históricos de queda
Em junho de 2011, o valor médio que o passageiro paga para voar 1 km em território nacional (o yield) atingiu cerca de R$ 0,34, redução aproximada de 14,56% em relação ao mesmo mês do ano passado.
Quando comparado com o valor de julho de 2002, a redução é de 47%, aponta a Anac.
De acordo com a Anac, há 12 meses seguidos valores do yield batem recordes históricos de queda.
A tarifa aérea média (valor médio pago pelo passageiro por uma viagem aérea em território brasileiro) foi de R$ 271,37 em junho de 2011. Apesar de apresentar aumento de 1,97% em relação a junho de 2010, em relação a junho de 2002, o valor da tarifa aérea média caiu 33,40%, diz a Anac.
Fonte: Portal G1 Globo.

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Garimpeiro artesanal abre buraco em casa para tentar achar ouro.


Mina foi fechada em 1992, mas método artesanal persiste em Serra Pelada.
Acordo com empresa deverá permitir extração mecanizada em 2012.

 Lauro Ernesto Frota, 53 anos, é quase uma lenda na região de Serra Pelada, no Sul no Pará. Maranhense, chegou ao local em 1980 para trabalhar na antiga cava, que foi o primeiro garimpo artesanal aberto no local. Foi dono de 22 barrancos no garimpo, mas perdeu tudo quando o governo federal extinguiu as atividades no local, em 1992.
Acordo da cooperativa local com uma empresa canadense deverá dar início em 2012 à extração mecanizada de minério em Serra Pelada, mas Frota é um dos que ainda resistem, na tentativa de conseguir achar ouro por meio do garimpo artesanal.
Em 17 e 18 de agosto, o G1 esteve em Serra Pelada e mostra em uma série de reportagens o projeto e a estrutura da nova mina, o cotidiano da localidade e a esperança dos que ainda não desistiram do sonho de encontrar ouro.
Serra Pelada ficha 2 (Vale esta) (Foto: Editoria de Arte / G1)
Em 2003, Lauro Frota recebeu a visita de um “amigo”, que trouxe um aparelho que, segundo ele, indicou a presença de ouro no terreno onde está instalada sua casa, na vila de Serra Pelada.
Desde então, Frota cava manualmente um buraco próximo à cozinha. O buraco já tem 84 metros de profundidade. Para evitar desmoronamento, ele utiliza pedaços de madeira como forma de contenção da mina artesanal.
“Eu ainda não fui embora porque gosto de garimpo. Às vezes, acho que teve um engano ao dizerem que tem ouro aqui, mas agora que comecei não vou desistir”, diz o garimpeiro.
Para abrir a estreita cava, Frota conta com a ajuda de outros dois garimpeiros. Uma espécie de elevador artesanal leva os homens até o subterrâneo da cava, onde não há sistema de ventilação.
Os garimpeiros também não usam máscaras de oxigênio. A comunicação improvisada é feita por meio de um cano de PVC. Três galerias internas já foram abertas, segundo Frota, com cerca de 20 metros cada. As cavas já invadiram o espaço embaixo da sala da casa. Mas ouro, por enquanto, não foi encontrado.
“Nos tempos da cava antiga, cheguei a tirar 40 quilos de ouro. Comprei restaurante, dormitório, investi o dinheiro que ganhei em Serra Pelada aqui mesmo. Com o tempo, perdi tudo. Agora, espero ainda voltar a encontrar ouro aqui neste buraco. Desta vez, se achar ouro, não vou investir aqui. Quero sair de Serra Pelada”, afirma.
Buraco (Foto: Vianey Bentes/TV Globo)Buraco manual aberto pelo garimpeiro Lauro Frota
desde 2003, com 84 metros de profundidade (Foto:
Vianey Bentes/TV Globo)
Na lamaCoberto de lama, Benedito Soares de Andrade, conhecido como "Papagaio", passa mais de oito horas por dia em um garimpo artesanal. Aos 71 anos, ele carrega diversas vezes ao dia, de segunda a sábado, cerca de 80 quilos de entulho em um carrinho de mão.
Garimpeiro artesanal, Papagaio chegou a Serra Pelada em 1984. Veio sozinho do Ceará, com a esperança de ficar rico. O garimpo manual fechou em 1992, mas ele não desistiu.
Ainda hoje, segue na busca artesanal pelo ouro de Serra Pelada, no terreno próximo ao local onde a nova mina subterrânea está sendo aberta, em parceria com a cooperativa dos Garimpeiros e a empresa canadense Colossus.
O trabalho do garimpeiro, que atuou na antiga Serra Pelada, não difere muito do que era realizado na grande cava que ficou conhecida como “formigueiro humano”.
“Eu nasci para isto aqui. Enquanto tiver saúde vou trabalhar. Ave Maria! Cara novo nem chega aqui. Não agüenta nem carregar um carrinho destes de 80 quilos”, disse Papagaio, enquanto transportava um carrinho de cascalho.

Manualmente, Papagaio e outros dois garimpeiros passam horas por dia lavando os rejeitos que sobraram da antiga cava em busca de ouro. Eles usam mercúrio, um produto altamente tóxico, para auxiliar na separação do minério.
Nos meses em que o trabalho é mais intenso, o trio chega a retirar dos entulhos 30 gramas de ouro. Em Serra Pelada, o ouro pode valer até R$ 70 a grama. No mercado internacional, pode chegar a R$ 94.
“A gente trabalha direto para tirar R$ 1 mil ao mês. A ilusão de enricar acabou, mas eu acho que sou um homem de sorte. Sempre acho um pouquinho de ouro para viver aqui”, diz o garimpeiro Paulo Lopes, 63 anos, que está na região de Serra Pelada desde 1983.
O barranco onde os três trabalham apresenta rachaduras. O risco de desmoronamento aumenta a cada quilo de entulho lavado, segundo eles próprios.
Em um barranco próximo, Delsivaldo Marinho Amaral, 30 anos, mostra a rachadura na cava onde ele ajuda a lavar os rejeitos. Seu pai, que também era garimpeiro, morreu soterrado em um desmoronamento na antiga cava.
Papagaio (Foto: Vianey Bentes/TV Globo)Benedito Soares de Andrade, conhecido como
Papagaio, trabalha em um garimpo artesanal.
(Foto: Vianey Bentes/TV Globo)
“Vontade de sair daqui a gente tem, mas não tem condições. O medo está sempre presente, mas não tem o que fazer. É preciso estar aqui”, diz o garimpeiro.
Sem recursos para deixar Serra Pelada, os garimpeiros artesanais improvisam a exploração na região, em locais próximos onde a nova mina subterrânea está sendo construída.
Desde que chegou ao local em 1982, José Chaves Farias só conseguiu retornar ao Maranhão duas vezes para ver a família. A primeira visita demorou 27 anos para ocorrer.
Apesar das dificuldades, Farias diz que só admite sair do garimpo morto ou com dinheiro. Sócio da Cooperativa de Garimpeiros de Serra Pelada (Coomigasp), ele espera receber o pagamento pelo ouro que começar a ser explorado pela parceria com a empresa canadense.
“Ou vou encaixotado ou vou com dinheiro. Estou quase cansado, só falta morrer. Mas espero que Deus me dê um pouco mais de tempo para ter a oportunidade de ver o resultado disso tudo aqui. Todo o tempo e a vida que deixei aqui, acredito que não foi em vão”, diz Farias.
Garimpo artesanal (Foto: Vianey Bentes/TV Globo)Garimpeiros ainda tentam retirar algumas gramas de ouro dos rejeitos da antiga mina de Serra Pelada.
Fonte: Portal G1 Globo.

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Chuvas fazem indústrias têxteis suspenderem atividades em SC.


ndústrias fecharam dispensaram funcionários e suspenderam atividades.
Ainda não é possível estimar perdas, diz sindicato das indústrias do setor.

Do G1, em São Paulo
As fortes chuvas que atingem Santa Catarina desde quarta-feira (7) já prejudicam as indústrias têxteis do estado. De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau, Ulrich Kuhn, cerca de 80% das indústrias têxteis do Vale do Itajaí dispensaram os funcionários entre as 11h e as 13h desta quinta e suspenderam a produção.
Santa Catarina é um dos maiores pólos da indústria têxtil do país. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Têxteis (Abit), a região Sul do país é responsável por 30% da produção do setor.
Segundo Kuhn, o Vale concentra cerca de 4 mil empresas têxteis, entre micro, pequenas, médias e grandes. Só na região de Blumenau, há cerca de 39 mil trabalhadores do setor e a maioria foi dispensada.
Ele afirma que, na maioria dos casos, a decisão de interromper a produção e dispensar os trabalhadores foi causada não por danos às instalações, mas porque “os empregados não podem mais se locomover”.
chuva sc (Foto: Jandyr Nascimento/Agência RBS)Rio Itajaí-Açú está 7 metros acima do normal, segundo a Defesa Civi (Foto: Jandyr Nascimento/Agência RBS)
Kuhn afirmou que não é possível estimar ainda as perdas com as chuvas, e que, pela atual previsão do tempo, é possível que as atividades sejam retomadas já na tarde desta sexta-feira ou no sábado.
G1 procurou, por telefone, várias fábricas na região. Nas poucas em que houve contato, apenas a segurança permanecia. Na Teka, em Blumenau, a fábrica foi fechada e os funcionários, dispensados por conta da enchente. Na Sul Fabril, também na cidade, os trabalhadores foram dispensados às 15h. Na Malhas Rico, a segurança também informou que os funcionários haviam sido dispensados. A Altenburg liberou os funcionários por volta das 13h30 e disse que a previsão é retomar a produção no domingo à noite, no terceiro turno da fábrica.
Chuvas
Segundo balanço da Defesa Civil divulgado na manhã desta quinta-feira, mais de 9 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas, que deixaram 272 desalojados e mais 65 desabrigados.
Preocupa a situação no alto do Vale do Itajaí, onde o Rio Itajaí-Açu está 7 metros acima do normal e 20 famílias estão desabrigadas. O nível do rio deve chegar a 10 metros às 18h desta quinta-feira, prevê o Centro de Operação do Sistema de Alerta da Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí-Açu (Ceops), atingindo cidades próximas a Blumenau.
Fonte: Portal G1 Globo.

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Chuvas fazem indústrias têxteis suspenderem atividades em SC.


ndústrias fecharam dispensaram funcionários e suspenderam atividades.
Ainda não é possível estimar perdas, diz sindicato das indústrias do setor.

Do G1, em São Paulo
As fortes chuvas que atingem Santa Catarina desde quarta-feira (7) já prejudicam as indústrias têxteis do estado. De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau, Ulrich Kuhn, cerca de 80% das indústrias têxteis do Vale do Itajaí dispensaram os funcionários entre as 11h e as 13h desta quinta e suspenderam a produção.
Santa Catarina é um dos maiores pólos da indústria têxtil do país. De acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Têxteis (Abit), a região Sul do país é responsável por 30% da produção do setor.
Segundo Kuhn, o Vale concentra cerca de 4 mil empresas têxteis, entre micro, pequenas, médias e grandes. Só na região de Blumenau, há cerca de 39 mil trabalhadores do setor e a maioria foi dispensada.
Ele afirma que, na maioria dos casos, a decisão de interromper a produção e dispensar os trabalhadores foi causada não por danos às instalações, mas porque “os empregados não podem mais se locomover”.
chuva sc (Foto: Jandyr Nascimento/Agência RBS)Rio Itajaí-Açú está 7 metros acima do normal, segundo a Defesa Civi (Foto: Jandyr Nascimento/Agência RBS)
Kuhn afirmou que não é possível estimar ainda as perdas com as chuvas, e que, pela atual previsão do tempo, é possível que as atividades sejam retomadas já na tarde desta sexta-feira ou no sábado.
G1 procurou, por telefone, várias fábricas na região. Nas poucas em que houve contato, apenas a segurança permanecia. Na Teka, em Blumenau, a fábrica foi fechada e os funcionários, dispensados por conta da enchente. Na Sul Fabril, também na cidade, os trabalhadores foram dispensados às 15h. Na Malhas Rico, a segurança também informou que os funcionários haviam sido dispensados. A Altenburg liberou os funcionários por volta das 13h30 e disse que a previsão é retomar a produção no domingo à noite, no terceiro turno da fábrica.
Chuvas
Segundo balanço da Defesa Civil divulgado na manhã desta quinta-feira, mais de 9 mil pessoas foram afetadas pelas chuvas, que deixaram 272 desalojados e mais 65 desabrigados.
Preocupa a situação no alto do Vale do Itajaí, onde o Rio Itajaí-Açu está 7 metros acima do normal e 20 famílias estão desabrigadas. O nível do rio deve chegar a 10 metros às 18h desta quinta-feira, prevê o Centro de Operação do Sistema de Alerta da Bacia Hidrográfica do Rio Itajaí-Açu (Ceops), atingindo cidades próximas a Blumenau.
Fonte: Portal G1 Globo.

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Bovespa fecha em queda de mais de 3% por preocupações com Europa.


No ano, bolsa já acumula perda de quase 20%.
Nesta sexta, surgiram rumores de que Grécia anunciaria calote.

Do G1, com informações da Reuters
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encerrou a sexta-feira (9) em forte queda, em um dia marcado pelo aumento da aversão ao risco diante de preocupações com a crise de dívida soberana na Europa. O Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista, fechou em baixa de 3,2%, aos 55.778 pontos. Ao longo do pregão, foram negociados R$ 5,32 trilhões.
No ano, a Bovespa já acumula perda de quase 20%. Só em setembro, a queda é de 1,27%.
Nesta sexta, surgiram rumores de que a Grécia anunciaria um calote no final de semana, o que foi desmentido pelo ministro das Finanças do país, Evangelos Venizelos.
O mercado também reagiu negativamente à notícia de que o economista-chefe do Banco Central Europeu, Juergen Stark, pediu demissão, levando o euro e os mercados de ações europeus a uma queda-livre, enquanto os temores sobre a crise da dívida aprofundaram-se. Em um curto comunicado, o BCE informou que Stark, 63 anos, decidiu pedir demissão por "motivos pessoais" antes do fim de seu contrato, em maio de 2014.
Ações
Os Estados Unidos também exerceram influência negativa sobre os mercados acionários, com o temor de que o pacote de US$ 447 bilhões para estimular a economia do país, anunciado pelo presidente Barack Obama na quinta-feira, enfrente obstáculos no Congresso.
Entre as ações que fazem parte da carteira do Ibovespa, apenas duas fecharam em alta: Cosan (0,40%) e Usiminas (1,27%), em meio a rumores de que a CSN teria feito uma oferta pelas participações da Votorantim e da Camargo Corrêa na empresa.
Já as ações da OGX Petróleo lideraram as perdas, com baixa de 7,15%, seguida  por fortes baixas em empresas do setor imobiliário: MRV (-7%), Gafisa (-6,87%) e Rossi Residencial (-6,78%).
Segundo o analista Luiz Gustavo Pereira, da Um Investimentos, há uma realiazação de lucro após a alta verificada pelos papéis desses setores, com a redução da Selic em 0,5 ponto percentual, para 12 por cento, no final de agosto.
"Teve um movimento forte de alta após o corte de juros, e agora há uma devolução de ganhos, com receio da crise na Europa e com o plano do Obama não surtindo efeito", afirmou, em referência ao plano de geração de empregos anunciado por Obama.
Ainda assim, Pereira considera que o comportamento das ações dos setores imobiliário e varejista em setembro deverá ser melhor do que a média do mercado, diante da expectativa de novos cortes na Selic.

Fonte: Portal G1 Globo.

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