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Governo Dilma

Mudanças na Política Externa marcam primeiros cem dias de gestão Dilma.


Voto contrário ao Irã e aproximação com os Estados Unidos indicam que diplomatas ganham força no governo Dilma Rousseff. Na área econômica, especialistas veem menor preocupação com a inflação do que na era Lula.

Primeira mulher a presidir o Brasil, Dilma Rousseff completa neste domingo (10/04) cem dias de um mandato que, segundo recente pesquisa de opinião, conta com a aprovação de 73% da população brasileira. Considerada mais discreta e mais pragmática que seu antecessor e mentor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma vem aos poucos definindo seu próprio estilo de governar.
Apesar do pouco tempo de comando e de ter mantido vários nomes da gestão anterior, as primeiras diferenças, segundo analistas, já começam a ser sentidas, especialmente na política externa. Se com Lula o Brasil arriscou ser protagonista em alguns episódios internacionais – em boa parte deles sem sucesso, como no asilo ao então presidente hondurenho Manuel Zelaya, deposto pelos militares – a nova presidente vem mostrando ser mais sensível a críticas e favorável a uma maior atuação dos diplomatas.
Na avaliação do cientista político Carlos Pio, da Universidade de Brasília, o ex-presidente ocupou-se demais em "acalmar os grupos mais à esquerda da legenda", o que teria resultado em confronto direto com os Estados Unidos. A defesa de Lula por uma solução diplomática na questão iraniana é o caso mais emblemático, exemplifica Pio.
Lula buscou o diálogo com o governo AhmadinejadLula buscou o diálogo com o governo Ahmadinejad
"A mudança de postura [no governo Dilma] ficou clara com a votação brasileira a favor da resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU, desfavorável ao Irã [no final de março]. Isso marcou uma inversão de postura", ressalta o cientista político Christian Lohbauer, integrante do Grupo de Análise da Conjuntura Internacional da Universidade de São Paulo.
"Este governo também deve adotar, ao que tudo indica, um leve distanciamento de regimes bolivarianos na América do Sul, com os quais Lula manteve alinhamento", avalia Lohbauer. "Mas também não deve abandonar a política de protagonismo no continente", afirma.
Aproximação com os EUA
A visita ao Brasil do presidente norte-americano, Barack Obama, também foi percebida como um sinal claro de que as relações políticas e econômicas entre os dois países devem ficar mais afinadas. A diplomacia brasileira sempre tentou preservar a independência com relação aos Estados Unidos, mas na era Lula a postura do Itamaraty bateu de frente com a maior economia do mundo.
A política conduzida pelo atual ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, no entanto, visa retomar os bons laços. Em meio aos afagos do presidente norte-americano ao Brasil, Dilma pediu, durante a visita, uma parceria "entre iguais" e ressaltou a importância de se "prosseguir nas discussões para que a relação Brasil e Estados Unidos tenha resultados ainda mais positivos". O objetivo é estreitar as relações econômicas e reduzir o saldo desfavorável ao Brasil na balança comercial, que atualmente chega a 8 bilhões de dólares.
Obama e Dilma: Brasil volta a estreitar parceria com os EUAObama e Dilma: Brasil volta a estreitar parceria com os EUA
Da mesma maneira, não surpreendeu a abstenção do Brasil – junto com China, Rússia, Índia e Alemanha – na votação do Conselho de Segurança da ONU, no mês passado, que decidiu sobre o uso da força militar na Líbia. "Na retórica, a diplomacia brasileira sempre defendeu a democracia. Mas na prática, ela tradicionalmente se abstém de qualquer tipo de medida que afete a soberania dos governos nacionais, inclusive nos casos de governos autoritários", afirma Pio.
Na busca pela continuidade
Eleita em segundo turno em outubro do ano passado com 55,7 milhões de votos – cerca de 56% dos votos válidos – a grande bandeira de campanha da economista Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto era a continuidade. Já neste início de sua gestão, ela lançou a marca "Brasil, país rico é um país sem pobreza" como forma de ratificar seu compromisso com as políticas sociais e econômicas conduzidas por Lula e que renderam a ele, ao final de oito anos no poder, uma aprovação recorde de 87%.
No campo econômico, no entanto, Dilma já enfrenta dificuldades para seguir com o projeto do antecessor. Até agora não foi apontada uma solução para conter os gastos públicos e, com isso, preservar pelo menos parte do anunciado corte de R$ 50 bilhões do orçamento em programas de investimento.
Além disso, a valorização do real frente ao dólar, prejudicando a competitividade dos produtos nacionais e ajudando a desestabilizar a balança comercial, e a previsão de aumento da inflação acima das metas estipuladas tornaram-se fortes pontos de crítica da oposição.
Apesar das declarações da presidente de que "não vai negociar com a inflação", na tentativa de acalmar a população, alguns analistas afirmam não haver um grande empenho do governo em conter a alta de preços, como se via na gestão anterior.
"O Banco Central tem se mostrado não tão forte na defesa do ajuste fiscal nem suficientemente intolerante com relação à inflação", diz Pio. Na avaliação dele, o Banco Central dá sinais de que vai tolerar uma taxa acima da meta, o que seria injustificável.
Fama de durona
A fama de durona e a conhecida personalidade forte de Dilma, que militou contra a ditadura brasileira – chegando a ser presa e torturada pelo regime militar – tem sido suavizada pelas aparições em programas femininos de televisão e pela presença em exposições artísticas e apresentações culturais.
"Ela tem se mostrado mais uma boa administradora do que uma política. E, com certeza, tem personalidade própria", afirma o sociólogo Thomas Fatheuer, consultor e ex-diretor do escritório da Fundação Heinrich Böll, ligada ao Partido Verde alemão.
Em sua avaliação, a presidente tem mantido as linhas gerais do governo Lula, tanto nos avanços na área social quanto nas lacunas ainda existentes em algumas questões de sustentabilidade. Por ter sido ministra de Minas e Energia de Lula, Fatheuer diz ser "um pouco decepcionante" a falta de posicionamento claro do governo brasileiro quanto ao uso da energia nuclear e à construção da usina de Angra 3.
"Esperava uma mudança na posição do novo governo. Dilma conhece muito bem a questão da energia nuclear, e quando era ministra barrou um pouco o uso, sobretudo por achar esta energia muito cara", disse.
Autora: Mariana Santos
Revisão: Alexandre Schossler

Fontehttp://www.dw-world.de/

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O Centenário de San Tiiago Dantas e a Política Externa Independente

O Ministro das Relações Exteriores, Antonio de Aguiar Patriota, participa do Seminário de Abertura do "Centenário de San Tiiago Dantas e a Política Externa Independente".
Foto: Gustavo Ferreira/ MRE
30/08/2011
Fonte: http://www.flickr.com/

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Safra nacional de grãos deve ser 6,3% maior em 2011, prevê IBGE.


Produção agrícola deve alcançar 159 milhões de toneladas neste ano.
Área a ser colhida é estimada em 48,8 milhões de hectares.

Do G1, em São Paulo
A estimativa da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas de agosto  indica uma produção da ordem de 159,0 milhões de toneladas em 2011, superior em 6,3% à safra recorde de 2010 (149,6 milhões de toneladas) e 0,1% maior do que a estimativa de julho, divulgou nesta sexta-feira (9) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O arroz, o milho e a soja (três principais culturas que, somadas, representam 90,6% da produção de cereais leguminosas e oleaginosas) respondem por 82,2% da área a ser colhida registrando, em relação ao ano anterior, altas de 1,6%, 4% e 3,3%, respectivamente. No que se refere à produção, o arroz e a soja mostram, nessa ordem, acréscimos de 18,9% e 9,3%, enquanto o milho, redução de 0,7%.
A área a ser colhida em 2011, de 48,8 milhões de hectares, apresenta alta de 4,9% comparado a 2010, e decréscimo de 19.284 hectares (-0,0%) frente à estimativa anterior.  
Entre as grandes regiões, o volume da produção mostra a seguinte distribuição: região Sul, 66,3 milhões de toneladas; Centro-Oeste, 55,8 milhões de toneladas; Sudeste, 17,2 milhões de toneladas; Nordeste, 15,3 milhões de toneladas; e Norte, 4,4 milhões de toneladas. Na comparação com 2010, ocorre incremento em todas as regiões: Norte, 9,2%; Nordeste, 30,1%; Sudeste, 1,0%; Sul, 3,3%; e Centro-Oeste, 6,2%.
LiderançaO Mato Grosso ocupa a liderança na produção nacional de grãos, com uma participação de 19,6%, na frente do Paraná (19,4%), que apresentou prejuízos quantitativos e qualitativos nas culturas do feijão 2ª e 3ª safras, da aveia, do trigo e, principalmente, do milho 2ª safra, por conta da estiagem de maio, geada em junho e excesso de chuva em julho de 2011, diz o IBGE.
Produtos
Entre os 25 produtos selecionados, 14 apresentam variação positiva na estimativa de produção em relação ao ano anterior: algodão herbáceo em caroço (73,8%), amendoim em casca 1ª safra (25,9%), arroz em casca (18,9%), batata-inglesa 1ª safra (13,5%), cacau em amêndoa (4,4%), cevada em grão (6,8%), feijão em grão 1ª safra (28,4%), feijão em grão 2ª safra (2,3%), mamona em baga (42,9%), mandioca (8,0%), milho em grão 1ª safra (3,4%), soja em grão (9,3%), sorgo em grão (28,3%) e triticale em grão (24,9%).
Com variação negativa estão o amendoim em casca 2ª safra (37,9%), aveia em grão (8,9%), batata-inglesa 2ª safra (1,2%), batata-inglesa 3ª safra (0,1%), café em grão (7,6%), cana-de-açúcar (5,4%), cebola (7,2%), feijão em grão 3ª safra (8,1%), laranja (1,7%), milho em grão 2ª safra (6,6%) e trigo em grão (15,6%).
Fonte: Portal G1 Globo.

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Juro médio do cheque especial tem alta em setembro, diz Procon


Taxa média passou para 9,57% em setembro.
Juro do empréstimo pessoal teve queda ‘inexpressiva’.

Do G1, em São Paulo
A taxa de juros do cheque especial teve uma pequena alta em setembro, segundo levantamento da Fundação Procon divulgado nesta sexta-feira (9). Na média dos sete bancos pesquisados, a taxa passou de 9,56% ao mês em agosto para 9,57%.
  •  
BancoEmpréstimo pessoal (ao mês)Cheque especial (ao mês)
Banco do Brasil5,39%8,49%
Bradesco6,37%8,95%
Caixa Econômica Federal5,45%8,27%
HSBC5,99%9,95%
Itaú6,45%9,03%
Safra5,40%12,30%
Santander5,99%9,99%
Taxa média5,86%9,57%
 De acordo com a pesquisa, a alta foi resultado da elevação da taxa pelo banco Bradesco, de 8,91% para 8,95%. Os demais bancos mantiveram suas taxas de cheque especial.
No empréstimo pessoal, a taxa média teve queda “inexpressiva”, segundo o Procon, de 5,87% em agosto para 5,86% em setembro.
A pesquisa de taxas de juros foi feita em 2 de setembro no Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Safra e Santander.


Fonte: Portal G1 Globo.

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Bombeiros combatem incêndio em mata em Caieiras, SP.


Fogo teve início na tarde desta sexta-feira (9).
Dez equipes foram enviadas ao local para apagar o fogo.

Do G1 SP
Fogo atinge mata em Caieiras, na Grande São Paulo (Foto: Reprodução/ TV Globo)Fogo atinge mata em Caieiras, na Grande São Paulo (Foto: Reprodução/ TV Globo)
Um incêndio atinge uma mata na Estrada Luiz Milano Filho, em Caieiras, na Grande São Paulo, na noite desta sexta-feira (9). Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo teve início no final da tarde. Não havia feridos.
Dez equipes da corporação foram enviadas ao local para combater as chamas. O helicóptero Águia, da Polícia Militar, também foi acionado para prestar apoio aos bombeiros.
O local do incêndio fica próximo a uma fábrica. Segundo os bombeiros, o local já foi isolado, ficando fora de perigo.
Fogo se alastra na mata (Foto: Reprodução/TV Globo)Fogo se alastra na mata.
Fonte: G1 Globo.

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